O Portão de Nossa Casa

Por Renata Souza
Oi, caros e caras amigas,
...Engraçado esse tema, né?! E vocês devem se perguntar e pensar:
- Ah, esse casal deve estar planejando como será o portão da futura casa deles!
- Eles estão comprando um portão novo!
- Estão decidindo se será de madeira, ou ferro, com abertura ou todo fechado!

Na verdade, eu estou cá, imaginando e relembrando quando, ao tocar da campainha, recebi o André no portão de minha casa, pela 1° vez (quando ainda amigos), abri e fiz ele entrar meio sem graça e sem jeito...(risos)

...Fico recordando o dia 31 de dezembro de 2012, por volta das 21hs (se me lembro bem), quando ao chegar, também pela 1° vez na casa dele, para uma confraternização entre amigos, ele me recebeu, e eu, sem perceber e enxergar o degrau na frente do portão, bati o pé, quebrei a unha, e quase caí...
Mas lá estava o Nego na minha frente, pra me segurar. (risos) Literalmente eu abracei ele pra não cair...Foi muito engraçado, e mesmo com meu dedo doendo demais, não conseguia deixar de sorrir...

Hoje, ele diz:
"Naquele dia, você realmente caiu aos meus braços!"
Engraçadinho ele! (risos)

 O portão da nossa casa é um lugar de chegada, lugar de saída, de receber, de despedir, lugar de alegrias, e às vezes lugar de tristeza!
Tristeza, por que ninguém que ama verdadeiramente, gosta de despedidas, por mais curtas que elas sejam.

Me lembro que no início de namoro, quanta dor eu sentia ao ter que fechar o portão e ver ele indo embora, o coração apertava, peito sufocava, e me vinha o abatimento.
Mas agora, com quase 11 meses juntos, ele e eu substituímos a palavra DOR, por outra palavra:


E as despedidas, nunca são iguais, ou com poucas palavras; prolongamos muitas vezes, e no vai-e-vem de pessoas que passam pela rua, e que frequentemente nos observam, sem nada entender, só ele e eu sabemos, cada momento único que passamos ali, no portão de casa.
Breves momentos, cheios de ternura, afeto...Muitas vezes, emocionantes [olhos marejados, agora, ao escrever], momentos de muita risada, divertidas e momentos de falar só com os olhos, sem palavra alguma...
No portão de casa, já recebemos o calor do sol, a suavidade do vento, o frio do inverno, chuva, garoa, a poeira da rua, plásticos voando no nosso pé (risos), e noites estreladas e com luar, como fez ontem.
E eu louvo a Deus por tudo isso!

Sabe, infelizmente vivemos num mundo, onde as palavras entre os casais estão escassas, e onde muitas vezes as despedidas no portão de casa, são definitivas e sem volta, digo, por causa das separações, divórcios, brigas e rompimentos, e diante disso, me sinto abençoada, agraciada por Deus, Nosso Senhor!

...E então você me pergunta:
Se eu quero um portão em nossa casa futuramente?
Claro que sim!
De preferência, daqueles floridos, onde eu sinta cheiro suave, se possível branco, pode ser de madeira ou ferro, sem problemas...Mas que acima de tudo, seje um portão que guarde ternas lembranças, de palavras de recebimento de quem amamos, cheio de alegrias, e breves despedidas recheadas do mesmo carinho que compartilhamos agora, e que não nos falte a hospitalidade e o Amor...

...Ao atravessar a rua, na outra calçada, uma breve parada para enviar um outro beijo entre sorrisos, enquanto eu retribuo com o mesmo gesto, colocando meu rosto entre as grades do portão...

Inté o próximo post...
Beijos!

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